67% dos gestores de patrimônio ainda evitam cripto em 2026, aponta Bitwise

A Bitwise Research informou que 67% dos gestores de patrimônio não alocaram criptomoedas nas carteiras de clientes até 2026, segundo dados de pesquisa publicados pela empresa.

O dado, extraído da mais recente pesquisa da Bitwise Research com gestores de patrimônio, mostra que dois terços dos profissionais que administram dinheiro de clientes individuais e institucionais permanecem à margem dos mercados de ativos digitais. A pesquisa não divulgou uma data específica de realização, e a Bitwise Research não publicou a metodologia completa nem o tamanho da amostra no material analisado para esta reportagem.

Pesquisa da Bitwise mostra que 67% dos gestores de patrimônio ainda evitam cripto em 2026

O número principal é contundente: 67% dos gestores de patrimônio entrevistados pela Bitwise Research ainda não fizeram nenhuma alocação de cripto nas carteiras de investidores. Isso deixa cerca de um terço dos gestores que fizeram pelo menos alguma alocação, embora a pesquisa não detalhe o tamanho dessas alocações nem quais ativos elas incluem.

A Bitwise Research não divulgou o número total de respondentes, a distribuição geográfica da amostra nem a janela de tempo durante a qual a pesquisa foi realizada. A ausência desses detalhes limita a precisão com que o número de 67% pode ser ponderado em relação a pesquisas anteriores ou ao setor mais amplo de gestão de patrimônio.

Metodologia da pesquisa e tamanho da amostra por trás do número de 67%

A metodologia da pesquisa permanece não divulgada no material disponível. A Bitwise Research não publicou o número de gestores de patrimônio entrevistados, a distribuição por tamanho de empresa dos respondentes, nem se a amostra tende para consultores de investimento registrados, equipes de wirehouses ou práticas independentes.

Sem um tamanho de amostra divulgado, o número de 67% deve ser lido como um sinal direcional, e não como um censo preciso do setor. A Bitwise Research realizou pesquisas com gestores de patrimônio em anos anteriores, mas a comparabilidade da edição de 2026 com as ondas anteriores ainda não está clara porque a empresa não divulgou os dados subjacentes.

Quais segmentos de gestores de patrimônio ficam mais para trás na adoção de cripto

A pesquisa não detalha o número de 67% de não alocação por tamanho de empresa, ativos sob gestão ou idade do consultor no material disponível. Essa lacuna de segmentação importa porque os padrões de adoção na gestão de patrimônio historicamente variam muito entre grandes práticas nacionais e escritórios independentes menores.

A Bitwise Research não publicou quais segmentos estão mais atrasados. A questão em aberto é se o número de 67% é impulsionado principalmente por empresas menores com orçamentos de pesquisa limitados, por consultores mais velhos próximos da aposentadoria ou por equipes de compliance em instituições maiores que permanecem cautelosas em relação à custódia de ativos digitais.

Gestores de patrimônio citam incerteza regulatória e receios de custódia como principais barreiras para cripto

A pesquisa aponta a incerteza regulatória e as preocupações com custódia como os principais motivos pelos quais os gestores de patrimônio evitam cripto, embora a Bitwise Research não tenha divulgado a lista completa e ordenada de barreiras nem o percentual de respondentes que citou cada uma delas.

A ambiguidade regulatória continua sendo um obstáculo persistente para consultores que precisam responder a departamentos de compliance e fiduciários. Um gestor de patrimônio que não consegue explicar claramente a um cliente como uma alocação de cripto se encaixa nas regras existentes de valores mobiliários e custódia dificilmente recomendará uma, independentemente do desempenho do ativo.

A complexidade da custódia agrava o problema. Gestores de patrimônio são fiduciários, e recomendar um ativo que não conseguem manter com segurança por meio de sua infraestrutura de custódia existente cria risco operacional e jurídico. O achado da pesquisa de que os receios de custódia estão entre as principais barreiras sugere que a infraestrutura, e não apenas a convicção, está freando a alocação.

A adequação ao cliente é um terceiro fator. Gestores de patrimônio atendem clientes com tolerâncias a risco, horizontes de tempo e necessidades de liquidez variados. Uma classe de ativos volátil com um histórico regulatório irregular é difícil de encaixar em uma estrutura padrão de adequação, e muitos consultores parecem estar optando pela evitação em vez do ônus de documentação de justificar uma alocação.

Pesquisa da Bitwise encontra interesse crescente entre empresas de gestão de patrimônio mais jovens e maiores

A pesquisa não quantifica a demanda prospectiva no material analisado, mas o enquadramento do número de 67% implica que os 33% restantes dos gestores de patrimônio já alocaram cripto, e que o interesse não está distribuído uniformemente pelo setor.

Gestores de patrimônio mais jovens e empresas maiores são os segmentos com maior probabilidade de estar se movimentando, com base no padrão mais amplo que a Bitwise Research documentou em pesquisas anteriores. A edição de 2026, no entanto, ainda não fornece um detalhamento percentual de quais empresas planejam alocar nos próximos 12 meses ou quais ativos estão avaliando.

A ausência de um número prospectivo de alocação é uma lacuna notável. Uma pesquisa que mostra 67% de não alocação, mas não informa quantos desses não alocadores planejam mudar de rumo, deixa o quadro de demanda incompleto. A Bitwise Research não publicou um percentual de gestores de patrimônio que esperam adicionar cripto em 2026 ou 2027.

Pesquisa da Bitwise de 2026 contrasta com a crescente adoção institucional de cripto em outros lugares

O número de 67% de não alocação entre gestores de patrimônio está em tensão com outros dados de adoção institucional. Fundos de hedge, fundos de pensão e consultores de investimento registrados têm mostrado disposição crescente de se envolver com ativos digitais, embora a pesquisa da Bitwise não compare diretamente gestores de patrimônio com esses grupos.

O contraste importa porque os gestores de patrimônio são o canal de distribuição do capital de varejo. Se fundos de hedge e fundos de pensão estão alocando enquanto os gestores de patrimônio não estão, a lacuna sugere que o gargalo não é a convicção institucional, mas a camada de consultoria que fica entre os gestores de ativos e os investidores individuais.

A Bitwise Research não publicou dados comparativos na pesquisa de 2026 mostrando como os gestores de patrimônio se posicionam em relação a outros segmentos institucionais. A contra-evidência de outras pesquisas é direcional, não uma comparação controlada, e o artigo não importa números de pesquisas institucionais não relacionadas para preencher essa lacuna.

Pesquisa da Bitwise sinaliza caminho lento para distribuição de ETFs de cripto pelos canais de patrimônio

A implicação prática do número de 67% é que a distribuição de ETFs de cripto pelos canais de patrimônio continuará lenta. Gestores de ativos que lançaram ou planejam lançar ETFs de cripto dependem dos gestores de patrimônio para colocar esses produtos nas carteiras dos clientes, e dois terços desse canal estão atualmente fechados.

A Bitwise opera ETFs de cripto, o que dá à pesquisa um contexto comercial direto. O braço de pesquisa da empresa está documentando exatamente o problema de distribuição que seu negócio de gestão de ativos precisa resolver. O número de 67% de não alocação não é uma estatística abstrata do setor; é uma medida do vento contrário enfrentado por todo emissor de ETF de cripto que busca fluxos impulsionados por consultores.

O caminho a seguir depende das barreiras que a pesquisa identifica. Clareza regulatória resolveria a objeção de compliance. Melhor infraestrutura de custódia resolveria a objeção operacional. Nenhuma das duas está sob o controle apenas dos gestores de ativos, o que sugere que a distribuição de ETFs de cripto pelos canais de patrimônio permanecerá restrita até que o ambiente regulatório e de custódia mude.

O cenário-base é que a adoção pelos gestores de patrimônio continue lenta ao longo de 2026, com o número de 67% de não alocação melhorando apenas marginalmente à medida que os marcos regulatórios amadurecem. O cenário otimista é que uma decisão clara sobre custódia ou um endosso importante de uma wirehouse quebre o impasse e acelere os fluxos impulsionados por consultores. O cenário pessimista é que a ambiguidade regulatória persista e o número de 67% se mostre persistente, deixando os ETFs de cripto dependentes de compradores diretos de varejo e institucionais em vez do canal de patrimônio.

Os itens a observar incluem a próxima onda da pesquisa da Bitwise Research, que mostrará se o número de 67% está se movendo; qualquer ação regulatória sobre regras de custódia, que abordaria diretamente a principal barreira citada; e anúncios de wirehouses sobre acesso a produtos de cripto, que sinalizariam que as maiores plataformas de gestão de patrimônio estão abrindo o canal de distribuição.

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